Equilíbrio ecológico: A valoração ambiental.
A valoração ambiental é matéria nova e envolve conceitos que resguardem o equilíbrio ecológico e os recursos ambientais em harmonia com o desenvolvimento social e econômico.
Deve-se conservar a natureza e a qualidade de vida no mesmo espaço em que moram e trabalham os seres humanos. Entende-se, portanto, que a qualidade ambiental deverá extrapolar atos e investimentos pura e simplesmente preservacionistas, buscando-se a criação e manutenção de um meio sustentável para o ser humano e demais espécies em conjunto indissolúvel.
Entre as ferramentas desenvolvimentistas, ao lado dos instrumentos de comando e controle, emanados do Poder Público, cada vez mais se destacam os instrumentos econômicos, cujo objetivo é distribuir eqüitativamente os custos ambientais, criando procedimentos cuja tônica seja o equilíbrio entre a preservação dos recursos naturais e o crescimento econômico. Assim se cumpre um dos objetivos da Política Nacional do Meio Ambiente expresso na "compatibilização do desenvolvimento econômico-social com a preservação da qualidade do meio ambiente e do equilíbrio ecológico" (Lei 6.938/81, art. 4o, I). Segundo MAY (1995), o crescimento econômico e a preservação ambiental são freqüentemente considerados objetos antagônicos. Entretanto, esses aspectos não devem ser entendidos como uma contradição, que, na verdade, não deve existir.
Assim, na valoração ambiental, os fatores devem ser considerados em função dessa perenidade, ainda que se admita venham a ser modificados, ao longo do tempo, pela evolução do padrão tecnológico.
Fonte: http://www.ambientebrasil.com.br/